As grandes organizações muitas vezes esperam que os projetos em nuvem tragam clareza e controle. Na prática, o trabalho pode introduzir novas camadas de custos e complexidade. Essa tensão é agora visível no Banco de Inglaterra, onde um esforço de longa knowledge para mover sistemas internos para a nuvem cresceu muito além do seu orçamento unique.
Os registos de aquisições mostram que o custo complete da migração para a nuvem do Banco aumentou para 21,5 milhões de libras, acima de uma estimativa inicial de 7 milhões de libras. O aumento não aconteceu de uma só vez. Surgiu ao longo de vários anos à medida que os planos mudavam, o escopo se ampliava e os métodos de entrega mudavam.
O projeto começou como um movimento para trazer os principais sistemas de back-office – como finanças, compras e recrutamento – para um único ambiente de nuvem. Os planos iniciais delineavam uma implementação em duas fases com um conjunto limitado de funções. Na época, o trabalho parecia contido e previsível. Essa suposição não durou muito.
Como a migração para a nuvem do Banco da Inglaterra mudou ao longo do tempo
À medida que a migração avançava, o Banco abandonou um plano simples em duas fases. Em vez disso, adoptou uma abordagem faseada que distribuiu o trabalho por múltiplas fases. Cada módulo seria movido quando as equipes internas estivessem prontas, em vez de seguir um cronograma fixo.
Esta abordagem reduziu o risco de interrupção das operações diárias, mas também tornou o projeto mais difícil de gerir. Cada fase exigiu seus próprios testes, trabalho de integração e coordenação entre equipes. Com o tempo, esses esforços acrescentaram custos.
O contrato para a migração foi adjudicado pela primeira vez em 2023, no valor de £ 8,7 milhões. No início de 2025, o Banco reviu o acordo, aumentando-o para 13,8 milhões de libras após alterações nos planos de entrega. Uma atualização posterior elevou o complete para £ 21,5 milhões, à medida que foram acrescentados mais trabalhos que não haviam sido incluídos na proposta unique.
As notas internas incluídas nos documentos de aquisição sugerem que o Banco viu pouco espaço para mudar de rumo. Encontrar um novo fornecedor nessa fase foi descrito como dispendioso e perturbador, com risco de trabalho duplicado e atrasos. Quando o projeto atingiu um determinado ponto, continuar com o mesmo parceiro tornou-se a opção menos perturbadora.
O peso dos sistemas legados
A experiência reflete um desafio que muitas grandes organizações enfrentam ao migrar sistemas estabelecidos há muito tempo para a nuvem. As ferramentas que lidam com finanças ou recursos humanos raramente funcionam isoladamente. Eles estão vinculados a processos de relatórios, feeds de dados e sistemas externos que foram desenvolvidos ao longo de muitos anos.
Desmarcar esses hyperlinks leva tempo. Em alguns casos, as equipes só descobrem dependências quando o trabalho de migração começa. Cada descoberta pode levar a novas tarefas, novos ciclos de testes e mais coordenação entre as equipes técnicas e de negócios.
Para o Banco de Inglaterra, o trabalho envolveu também mudanças internas. As plataformas em nuvem mudam a forma como os sistemas são gerenciados e suportados. As equipes que antes se concentravam na manutenção de {hardware} agora precisam de habilidades em supervisão de serviços, controles de acesso e coordenação de fornecedores. As mudanças na formação e nos processos fazem parte do custo, mesmo que nem sempre apareçam claramente nos orçamentos iniciais.
Escolhendo cautela em vez de velocidade
A decisão do Banco de mover os sistemas por fases reflecte uma posição cautelosa. Para uma instituição que apoia a estabilidade financeira, as interrupções do sistema acarretam riscos reais. Avançar lentamente pode proteger as operações diárias, mesmo que estenda os prazos e aumente os custos.
Esta compensação é acquainted a muitas organizações dos setores público e privado. Migrações mais rápidas podem reduzir os gastos de curto prazo, mas aumentam an opportunity de erros ou interrupções. Implementações mais lentas distribuem riscos, embora muitas vezes tragam despesas adicionais.
Do ponto de vista empresarial, a lição não é que os projetos de nuvem falham quando os orçamentos aumentam. Acontece que as estimativas iniciais muitas vezes têm dificuldade em captar todo o âmbito das mudanças envolvidas. O trabalho de integração, a preparação de dados, o treinamento da equipe e os testes podem superar o custo da própria plataforma.
O que a experiência em nuvem do Banco da Inglaterra mostra a outras organizações
A experiência do Banco de Inglaterra oferece uma referência prática para outros que planeiem medidas semelhantes. Projetos em nuvem que envolvem sistemas centrais tendem a mudar de formato assim que o trabalho começa. Os orçamentos precisam de espaço para ajustes. Os prazos precisam de flexibilidade. Os planos de aquisição devem permitir trabalho adicional que só se torna claro durante a entrega.
Apesar do custo crescente, o Banco não recuou na sua estratégia de nuvem. O objetivo continua a ser reunir sistemas fragmentados, reduzir o esforço de manutenção a longo prazo e apoiar processos internos mais consistentes. Esses objetivos ainda são importantes, mesmo que o caminho para alcançá-los se torne mais complexo.
Para organizações fora do setor tecnológico, este caso destaca um ponto simples. Migrar sistemas essenciais aos negócios para a nuvem raramente é apenas um exercício técnico. É um processo longo que combina mudança tecnológica com ajuste organizacional. Quando os custos aumentam, as razões muitas vezes residem nessa sobreposição – não na nuvem em si, mas no esforço necessário para fazê-la funcionar dentro de uma organização actual.
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