A corrida do ouro dos information facilities está distorcendo a realidade



A corrida do ouro dos information facilities está distorcendo a realidade

Começa silenciosamente, como muitas histórias, numa pequena cidade rural onde o horizonte parece impossivelmente amplo. A comissão de planejamento urbano se reúne em uma sala modesta, com o ar impregnado de cheiro de café queimado e carpete envelhecido, para ouvir que sua cidade em breve ganhará a economia moderna: 10 novos information facilities dentro dos limites da cidade. Não apenas um ou dois, mas 10. As apresentações em PowerPoint brilham com promessas: empregos na construção, alguns cargos permanentes, “investimento comunitário” e uma nova base tributária que irá “transformar a região”.

Claro, haverá empregos. Mas não os empregos que reconstroem a alma de uma cidade. Os information facilities não empregam milhares de pessoas quando estão funcionando; eles empregam dezenas, às vezes menos, dependendo de quão automatizada é a operação. O verdadeiro impacto não são as pessoas – é a energia, a terra, a capacidade de transmissão e a água. Quando você coloca 10 instalações enormes em uma rede pequena, os picos de demanda não acontecem apenas dentro da cerca. Eles ondulam para fora. As empresas de serviços públicos devem modernizar as subestações, reforçar as linhas de transmissão, adquirir equipamentos de nova geração e financiar estes investimentos. Adivinha quem acaba pagando uma parte significativa disso ao longo do tempo? Os contribuintes locais, de uma forma ou de outra, enfrentarão contas mais elevadas ou o adiamento silencioso de outras obras de infra-estruturas.

A água costuma ser o segundo sapato a cair. Mesmo quando os operadores insistem que são “eficientes em termos de consumo de água”, o resfriamento é o mesmo que o resfriamento, e o resfriamento em escala nunca é gratuito. Algumas instalações utilizarão sistemas evaporativos; alguns utilizarão sistemas de circuito fechado; alguns prometerão inovações que parecerão impressionantes em um comunicado à imprensa. Entretanto, os agricultores da cidade observam agora os níveis dos aquíferos e as previsões meteorológicas com igual ansiedade, só que agora estão a competir com uma indústria cuja sede é medida em diagramas de engenharia e não em histórias de secas.

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