Pesquisadores da Concordia College desenvolveram uma técnica de impressão 3D que usa ultrassom focado para fabricar estruturas em microescala em polímeros macios, com uma precisão até 10 vezes mais precisa do que os métodos anteriores baseados em som.
A técnica – chamada de impressão sonora proximal – utiliza ultrassom focado para desencadear reações químicas. Estes solidificam polímeros líquidos em locais segmentados.
Ao contrário dos métodos convencionais que dependem de calor ou luz, a abordagem baseada no som funciona com silicone e outros materiais comumente usados em dispositivos microfluídicossistemas lab-on-chip e eletrônicos leves que até agora eram difíceis de imprimir em pequenas escalas.
O método baseia-se no trabalho anterior da equipe de pesquisa em impressão direta de som, que demonstrou pela primeira vez que o ultrassom poderia curar polímeros sob demanda. Essa técnica anterior lutava com resolução e consistência limitadas.
A nova abordagem proximal posiciona a fonte sonora muito mais próxima da superfície de impressão, permitindo um controle mais rígido sobre a formação de características.
Os pesquisadores produziram recursos até 10 vezes menores que os métodos anteriores, usando significativamente menos energia e melhorando a repetibilidade. A precisão aprimorada permitiu imprimir canais microfluídicos complexos, sensores flexíveis e estruturas multimateriais em um único processo.
Olhando para o futuro, o método poderia suportar a prototipagem mais rápida de dispositivos de diagnóstico médico, tecnologias vestíveis e componentes robóticos leves. Ele potencialmente oferece aos fabricantes um caminho de produção mais simples e versátil para sistemas em microescala usados em cuidados de saúde, monitoramento ambiental e aplicações de sensores avançados.